Semana da Inovação | Setores
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Setores

AERONÁUTICA

A Aeronáutica é uma área de tecnologia muito estratégica tanto para o Brasil quanto para a Suécia. O Brasil é um dos quatro principais fabricantes de aeronaves civis do mundo, representado pela Embraer. A Suécia, apesar de ser um país pequeno, é muito bem-sucedida como fabricante de aeronaves militares, bem como fornecedor de peças para aeronaves civis. A indústria da aviação como usuário de tecnologias avançadas tem influências que vão muito além dos limites de seu segmento, envolvendo a indústria automotiva, a indústria de comunicação, o desenvolvimento de novos compósitos, etc. e é, portanto, um ator muito importante no sistema nacional de inovação.

O denominador comum entre a Suécia e o Brasil é a assinatura do contrato para o projeto Gripen NG. Os dois países estão agora buscando fortalecer a nova parceria industrial estabelecida no setor de
aeronáutica. Existem também ambições, tanto no Brasil como na Suécia, para também expandir as capacidades de desenvolver a próxima geração de aeronaves. Ao construir sobre essas relações, existe uma oportunidade ímpar de longo-prazo para se desenvolver essas capacidades em colaboração bilateral.

Credits: Gripen NG © Saab AB

Avaliação de Políticas de Inovação

A cooperação do Gripen entre a Suécia e o Brasil implica que os dois países estão agora entrando em relacionamento mais estreito em termos de cooperação estratégica industrial para os próximos 25 a 30 anos. A natureza do projeto, que está baseado sobre as noções de inovação e co-criação, podem potencialmente alterar a dinâmica na qual os dois países interagem. Na verdade, não estamos mais falando em compra-e-venda tradicional de produtos nacionais, mas, na verdade, em uma relação colaborativa na qual a Suécia e o Brasil atuam juntos, unindo nossas forças competitivas e fazendo um balanço de cadeias de valor globais.

Esta ideia abrangente de permitir que um projeto industrial conjunto conduza uma agenda compartilhada de desenvolvimento econômico, principalmente através de potenciais spin-offs em outros setores econômicos, é em parte uma nova forma de política, aonde a necessidade de apreciação e avaliação será fundamental. Somente através do estabelecimento de um sistema de aprendizagem continua permitirá que o Brasil e a Suécia sejam capazes de cessar nossas oportunidades conjuntas. Com a inovação sendo peça central para as políticas de crescimento tanto brasileiras quanto suecas, a necessidade de apreciação e avaliação de políticas de inovação, tem uma importância concreta também fora do Projeto Gripen NG.

Credits: Lena Granefelt/imagebank.sweden.se

BIOECONOMIA

Um novo tópico para as Semanas de Inovação deste ano será em Bioeconomia. Trata-se de um tópico importante e estratégico. A bioeconomia pode ser definida como a produção de recursos biológicos renováveis e a conversão desses recursos e fluxos de resíduos em produtos de valor agregado. Exemplos disso podem ser alimentos, ração para animais, produtos de base biologica e bioenergia. Seus setores e indústrias têm um forte potencial de inovação devido ao uso de uma ampla gama de ciências, tecnologias habilitadoras e industriais, juntamente com conhecimento local.

Um exemplo é o biocombustível avançado. A Suécia comprometeu-se a reduzir suas emissões totais de gases de efeito estufa para zero até 2045. O setor de transporte sueco reduzirá as emissões em 70% no ano de 2030 em relação a 2010. Apesar desses objetivos difíceis, a economia sueca cresceu 10%, enquanto as emissões de gases de efeito estufa foram reduzidos a 10% entre 2010 e 2016. O modelo de tripla hélice, onde o governo, a indústria e a academia colaboraram juntos, tem sido e continuará a ser um fator-chave de sucesso no alcance dos objetivos estabelecidos.

O Brasil começou a produzir biocombustíveis avançados já em 2014. O país tem sido um precursor em relação à primeira geração de biocombustíveis avançados, com a produção de etanol. O Brasil está trabalhando no desenvolvimento de uma política nacional, chamado Renovabio, com o objetivo de atingir o objetivo de redução de GEE em 43% até 2030 (em comparação aos níveis de 2005).

Tanto a Suécia quanto o Brasil possuem uma produção de biomassa bem estabelecida com grande relevância em suas matrizes energéticas, que podem apoiar o desenvolvimento de biocombustíveis avançados. No entanto, os biocombustíveis avançados são apenas uma área no escopo maior da bioeconomia, onde o Brasil e a Suécia identificaram sinergias. Áreas como a bioenergia com foco em biogás e péletes (grânulos) são aplicáveis. O conceito de bioeconomia também abordar outros campos relevantes onde a Suécia e o Brasil podem colaborar, como por exemplo, os bi-produtos da indústria química combinado com bio-plásticos.

Credits: Cecilia Larsson Lantz/Imagebank.sweden.se

Cidades Sustentáveis

A Suécia e o Brasil compartilham um profundo compromisso para um desenvolvimento sustentável. Nossos países tem cediado conferências multilaterais e de mudançsa de mentalidade unindo milhares de pessoas que trabalham juntas para um futuro sustentável.

O crescimento das cidades e o aumento da população levam a uma série de problemas de gestão e, por consequência, o aumento de custos, tanto na gestão quanto na manutenção de serviços e infraestrutura. Por conseguinte, é importante ter em conta o objetivo de reduzir os custos com vistas para a utilização inteligente e inovadora da tecnologia direcionada para aspectos ambientais, de energia, e de transporte. Estes desafios e oportunidades únicas resultaram no conceito ‘Cidades Inteligentes (Smart Cities).

O conceito de Cidades Inteligentes foca em inovação para a mobilidade sustentável e eficiência energética. Um consórcio de interessados suecos e brasileiros está promovendo a inovação desse sistema, combinando a tecnologia da informação com redes inteligentes para desenvolver eletro-mobilidade, serviços de energia eficiente e transporte de baixa emissão de carbono voltado para o desenvolvimento urbano sustentável e criação de oportunidades de repensar o desenvolvimento das cidades.

Soluções para questões urbanas, como projetos de tratamento de resíduos, distribuição de energia, eventos de larga escala, segurança, mobilidade, gestão de recursos e desenvolvimento de capacidades para melhor tomadas de decisão, são projetos que estão incluídos neste conceito.

Credits: Aline Lessner/imagebank.sweden.se

DIGITALIZAÇÃO

A digitalização tem sido uma força de transformação que afeta a todos – empresas, organizações, indivíduos e a sociedade em geral. Ela está se desenvolvendo rapidamente e oferece grandes oportunidades, mas também oferece desafios. Todos os dias, milhões de eventos independentes acontecem e podem mudar o curso dos negócios e da indústria em um piscar de olhos. O avanço de tecnologias, tais como análise de dados, mobilidade das informações, mídias sociais e computação em nuvem têm proporcionado para as empresas um poder sem precedentes, permitindo que novos modelos e processos de negócios aconteçam, e criem novas formas inovadoras de interação com clientes, parceiros e funcionários.

O próximo passo na Parceria Sueco-Brasileira de Inovação será aprofundar ainda mais o foco na digitalização como uma força transformadora para a inovação e o empreendedorismo. Essa questão é particularmente importante para as startups, uma área em que a Suécia tem uma vasta experiência. Junto com o Brasil, poderemos cooperar e desenvolver parcerias em inovação digital para mutuamente nos beneficiarmos e usarmos a força transformadora da digitalização para trazer um impacto positivo nas empresas e na sociedade em geral.

Lena Granefelt/imagebank.sweden.se

Inovação Aberta

Após a decisão do governo brasileiro tomada em outubro de 2014 para adquirir o sistema sueco de aviões de combate Gripen NG, houve uma aproximação radical nas relações entre Brasil e Suécia. Com base na noção de que o projeto Gripen NG será como uma “locomotiva”, criando efeitos de abrangência em outras áreas da economia, vários avanços foram feitos também para que fossem dados os passos certos na definição de outras áreas de colaboração. Devido ao tamanho do projeto atual, a Suécia e o Brasil estão entrando em um estreito relacionamento industrial e estratégico para os próximos 25-30 anos. Da mesma forma, a natureza do projeto, que se baseia na noção de inovação e co-criação, está atualmente alterando a dinâmica em que os dois países se interagem.

A Inovação Aberta é um elemento crucial para o Brasil enquanto o país aprofunda suas discussões sobre como aumentar sua inserção no mercado global e também a sua produtividade e a competitividade de sua indústria. A cooperação existente entre a Suécia e o Brasil tem sido de grande importância, como a parceria que permitiu ao Brasil estabelecer um ponto de partida para discussões sobre a inovação no contexto de sua indústria nacional.

A Inovação Aberta também desempenha um papel importante na co-criação. Com a criação de um diálogo direto e aberto, desafios práticos e oportunidades seguintes desta nova dinâmica poderão ser discutidos. Como podemos nos organizar para tirar o máximo proveito de uma relação baseada em inovação e co-criação? O que é Inovação Aberta e como ela pode nos prover um caminho para o avanço? Quais são as experiências até agora e o que construir a partir delas? São todas essas questões que podem nos fornecer ideias diretas e concretas para a manutenção do contínuo diálogo político entre Brasil e Suécia.

Credits: Ulf Lundin/imagebank.sweden.se

Intercâmbio Universitário

Em Maio de 2016, as melhores universidades brasileiras e suecas se juntaram para a 5ª edição do “Excellence Seminar”. Mais de 200 pesquisadores suecos e brasileiros de alto nível, agências de financiamento e representantes do governo, juntamente com gestores de universidades de nível superior se encontraram em Brasília para uma reunião de dois dias. As discussões se pautaram  desde ciências da vida e nanotecnologia até desenvolvimento sustentável e educação inclusiva, gênero e etnia. A reunião possibilitou criar uma série de novos contatos e redes de relacionamento entre contrapartes/parceiros suecos e brasileiros, e espera-se que também novos projetos acadêmicos sejam feitos em conjunto.

Além disso, as universidades suecas têm mostrado um grande interesse no recrutamento de estudantes e talentos para universidades na Suécia. A cada ano, um grande número de  universidades suecas promovem um “Roadshow sobre estudos na Suécia”, visitando capitais e as principais universidades brasileiras. Este ano, o “Roadshow sobre estudos na Suécia” vai visitar oito cidades brasileiras em vários Estados (Brasília, Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Recife, Rio de Janeiro e de Santo André), entre os dias 18 e 31 de outubro. No dia 27 de outubro, a Swedcham (Câmara de Comércio Sueco-Brasileiro) organizará uma feira sobre Carreira / Vida Profissional em São Paulo (Career Fair), em que as universidades bem como uma série de empresas suecas estarão presentes.

Credits: Aline Lessner/imagebank.sweden.se

Gerenciamento Florestal

Tanto a Suécia como o Brasil possuem um grande setor florestal. Em 2015, o Brasil tinha 5,9 milhões de hectares de floresta certificada. A indústria florestal sempre desempenhou um papel muito importante na economia sueca e em termos de empregabilidade. Na Suécia, 73% do país está coberto por florestas, das quais 80% são cultivadas. O setor florestal tradicionalmente sempre representou uma grande parcela de ambas as economias. Entretanto, o setor está mudando e atualmente está direccionando sua atenção para questões relativas à novos materiais sustentáveis  e produtos a partir da madeira.

Ao mesmo tempo, a questão da sustentabilidade é uma parte fundamental do setor florestal. Novos materiais têm sido desenvolvidos a partir da madeira através de pesquisas suecas sobre nanocelulose, por exemplo. Aplicações de nanocelulose estão previstas em embalagens mais biodeagradáveis, bem como materiais para construção de isolamento e reforço de materiais plásticos não-inflamáveis, reduzindo assim a poluição e as emissões de carbon.

Credits: Aline Lessner/imagebank.sweden.se

MINERAÇÃO

O Brasil é um parceiro atraente para a Suécia, oferecendo oportunidades altamente interessantes de cooperação em muitas áreas, tal como a mineração. A Suécia por sua vez é pioneira em inovação sustentável e tecnologia, o que abre possibilidades excitantes para novas parcerias. Há um grande potencial para expandir os intercâmbios existentes entre nossos dois países buscando conjuntamente soluções inovadoras.

A Suécia e o Brasil tem uma história de fortes relações comerciais. O Brasil é um Mercado que ainda oferece muitas oportunidades de negócios para empresas suecas, não menos importante para a mineração – uma indústria de grande importância tanto para o Brasil quanto para a Suécia. A Suécia é um dos países mais inovadores do mundo. Isto é visto claramente em nossas fortes empresas de mineração e florestais, onde muitas empresas de tecnologia de ponta cresceram internacionalmente durante o último século. Alinhar essas empresas com o forte desenvolvimento do Brasil tanto na mineração como na florestal não só proporciona oportunidades mútuas de negócios, mas também discussões importantes de interesse comum em tecnologia, desenvolvimento de conhecimento e processos socialmente sustentáveis e responsáveis.

Credits: Simon Paulin/imagebank.sweden.se

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Em 2015, a Assembléia Geral da ONU aceitou formalmente um novo conjunto de 17 mensuráveis Metas ​​de Desenvolvimento Sustentável (DPSs), que cobrem assuntos como eliminação da pobreza mundial, alcançar a igualdade de género e o empoderamento de mulheres e meninas até 2030. Essas metas foram criadas para suceder os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) , um conjunto de oito metas mensuráveis ​​que foram assinados em setembro de 2000. Dentro de 15 anos, todos os países do mundo são esperados conseguir cumprir essas metas. Isto implica em desafios, mas também oportunidades, que exigem pensamentos inovadores de como vivemos e organizamos nossas vidas.

A Suécia já começou a organizar um plano para cumprir com a Agenda 2030. Não só para Suécia, mas também para o Brasil, as novas metas envolvem muitos desafios em termos de implementação. Como parte do plano da Suécia, a iniciativa #FirstGeneration foi criada pelo Ministério Sueco de Relações Exteriores com o objetivo de difundir o conhecimento sobre as Metas Globais e o importante papel que educadores tem em engajar os jovens no desenvolvimento sustentável.

O Brasil tem participado nesta iniciativa juntamente com a Suécia, e mais vinte jovens inspiradores de todo o mundo para se reunirem Estocolmo, no mês de Outubro 2016, para o Fórum #FirstGeneration buscando intensificar a pressão para que os 17 objetivos globais da ONU sejam alcançados.

Credits: Aline Lessner/imagebank.sweden.se